Finalmente conseguimos! Já estamos num curso de Búlgaro!
Depois de duas noites na “Student town” ou “Studentski Grad” onde fugimos com a casa às costas (em breve publico as fotografias), de 4 noites no “Art Hostel” também em Sófia onde na Universidade fomos rejeitadas no curso de búlgaro de lá, chegámos a Veliko Tarnovo!
A antiga capital! Meia medieval, com um céu muito azul (Sófia é bem mais escura! Poluída e com imensas árvores, descreverei mais à frente), um castelo único (Pai, um castelo verdadeiro! Desta vez poderei ser eu a explicar durante a visita guiada que cá fizeres!), toda a cidade aos altos e baixos (mas as nossas Sete colinas são únicas!) parecendo-se uma aldeia em tamanho grande, um por de sol de invejar (ai ai…) onde todos se conhecem e se riem e tentam ajudar, cá estamos nós! (seguindo a deixa da Rita, o Google dá-vos uma boa ideia, mas sem querer soar a cliché, só cá estando).
Com novos amigos, eu gosto muito dos búlgaros de cá, como em qualquer terra pequena são realmente verdadeiros e simples, genuinamente simpáticos e engraçados! Fazem um esforço enorme para nos ensinar búlgaro (a Rita é croma, domina os sons tranquilamente! A minha dificuldade demonstra-se nos “sht”, “sh”, “lh”, “dzh”, mesmo “sopinha de massa”).
Até uma tosta de queijo recebemos no quarto na hora da sesta!
Os amigos de erasmus são duas finlandesas que não se juntam muito a nós, por enquanto, duas da lituânia, muito tímidas, mas queridas! Dois franceses, a Lea é juntamente com a alemã das mais engraçadas! Três da República Checa e finalmente os três alemães! Os mais faladores e que juntam toda a gente! A Madelene que faz anos hoje é muito prática e divertida, está sempre bem! (já companheira de carteira).
Ninguém domina o inglês, cada par ou trio tem obviamente o instinto de falar a sua própria língua! É mesmo único estar sentado a almoçar com diferentes formas de falar! Pensar como é que evoluímos todos para dialectos tão diferentes e específicos! E no fundo como todos nos conseguimos entender e contar histórias e rir! O esforço para ultrapassar esta barreira é enorme, mas tão compensador! O nosso mundo é muito mais que podemos imaginar. Ao ultrapassar certos limites ultrapassamos medos e receios, crescemos e descobrimos e aprendemos tanto!!
Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo!
Será que ultrapassar estes limites significa ultrapassar o meu mundo?
Cá descobrirei…
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